Proteja sua pele da poluição digital: luz azul contribui para o envelhecimento precoce de rugas e mancha

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A luz azul está sempre ao nosso redor, seja proveniente dos raios solares (faz parte da luz visível, que dá claridade aos dias) ou dos smartphones, tablets e computadores. O sol emite mais luz azul do que esses aparelhos, mas, hoje em dia, costumamos ficar mais tempo na frente deles — de 6 a 10 horas por dia — do que ao ar livre.

“Nossa exposição a esse tipo de radiação aumentou muito. Com comprimento de onda curto (380-500 nm) e muita energia, tanto é que conhecida também por high-energy visible light ou HEV, ela estimula a produção dos temidos radicais livres, que aceleram a oxidação das células e provocam o envelhecimento precoce”, fala Juliana Piquet, dermatologista do Rio de Janeiro. “Essa radiação entra mais profundamente do que os raios UVA e UVB e atinge a camada onde temos ácido hialurônico, elastina e colágeno, levando a uma pele mais envelhecida”, complementa Gustavo Limongi, dermatologista de São Paulo. “Sabe-se ainda que as células responsáveis pela pigmentação têm receptores para a luz HEV, piorando os quadros de melasma”, afirma ele.
Apesar de instigar cientistas, ainda não há estudos que demonstrem que essa luz induz ao câncer de pele, segundo os especialistas. Gustavo Liongi lembra, no entanto, que esta luz não é totalmente nociva – tanto que é usada para tratar algumas doenças, como a acne. “O problema está na superexposição, que pode ser facilmente notada: se antes os locais de pigmentação eram mais comuns no centro da face (onde a exposição solar é maior), agora são vistos também nas laterais do rosto e na região à frente das orelhas, onde apoiamos o telefone”, fala o médico.
Para se proteger, o ideal, segundo os especialistas, é usar filtros solares contendo óxido de ferro em sua composição – os filtros com cor –, que formam uma barreira física contra a luz visível. O produto deve ser reaplicado de manhã e reaplicado na hora do almoço. Juliana Piquet recomenda também o uso de antioxidantes tópicos e orais, para reforçar a proteção.
Existem ainda aplicativos como Twilight, para Android, com filtro para a luz azul. Já o iPhone oferece a função Night Shift que coloca as cores da tela mais quentes É melhor, porém, evitar esses aparelhos antes de dormir. “Lembre-se de que você está sem o protetor facial, portanto, troque o celular ou o tablet por um bom livro. Vai ajudar a pele e o sono”, aconselha Gustavo Limongi.

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Source: ALAGOAS 24 HORAS

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